2.9.11

Tenho raiva de depender tanto de certas pessoas.

«If you jump, I jump.»

28.8.11

São o oposto um do outro, mas por isso mesmo complementam-se. Ele é mais ficar em casa sossegado, ela é mais sair e aproveitar cada dia. Ele é mais cinema, ela é mais livros. Ele é mais cidade, ela é mais campo. Ele é mais música calma, ela é mais música daquela que é impossível não começar a dançar. Ele é mais no stress, ela é mais dramática. Ele é mais pessimista, ela é mais optimista. Ele é mais Inverno, ela é mais Verão. Ele é mais afastado, ela é muito pegada às pessoas. Ele baseia-se mais na realidade, ela é demasiado sonhadora. Podia ficar aqui a enumerar os diversos contrastes que existem mas torna-se maçador. Mas no meio de tantas diferenças, há uma coisa que é comum aos dois e que os une: eles amam-se. E isso torna-os perfeitos um para outro.

19.8.11








- Tenho saudades de adormecer bem abraçada a ti e de ver a tua cara logo ao acordar. Sinto-me vazia quando não estou contigo.

9.8.11

Um dos maiores problemas dos seres humanos ou, principalmente, da nossa cultura, é acomodarmo-nos demasiado. Não digo que a maior parte das pessoas não tenha sonhos ou objectivos, mas que não se esforça por os atingir. Contentamo-nos com o nível mais básico, mais fácil de obter. Assim que lá chegamos não temos vontade de evoluir. Achamos que isso nos basta para estarmos bem. E, no entanto, somos demasiado exigentes com a vida. Queremos que as coisas venham ter connosco sem irmos à sua procura. Se estamos alguns dias em casa sem nada para fazer nunca dizemos que a culpa é nossa. Nunca mudamos esse facto, nunca pensamos em algo de novo e diferente para fazer. Mas a verdade é que os únicos culpados somos nós. Enquanto não decidirmos avançar, ninguém nos virá dar um empurrão para sairmos de onde estamos.

2.8.11

Há poucos dias, depois de fazer a candidatura para o ensino superior, invadiu-me uma grande sensação de estranheza. De repente pensei "estou crescida". Foi tudo tão rápido que quase nem dei pelo tempo passar. E apesar de estar bastante ansiosa para esta nova etapa, estou também com algum receio. Agora é tudo muito mais sério, mais decisivo e definitivo. As escolhas estão feitas e todo o meu futuro vai ser consequência delas. Daqui para a frente será tudo ainda mais rápido. Irão terminar alguns dos momentos de pancada e brincadeiras estúpidas e apenas vão restar as lembranças de uma infância feliz. Sim, estou orgulhosa de ter chegado aqui, mas continua a ser estranho.

30.7.11








- Quero envelhecer ao teu lado e passar o Inverno à lareira a recordar os velhos tempos.

21.7.11









- Começa a olhar para a vida com um sorriso na cara. É algo tão simples que uma criança o faz.

17.7.11

Quando amamos alguém, nunca temos a certeza absoluta de que esse amor é correspondido. Apesar de já conhecermos essa pessoa há muito tempo e sabermos de cor o significado de cada gesto e de cada olhar, há sempre uma dúvida. Toda a gente à nossa volta vê o quanto estamos felizes e apaixonados, mas a nós custa-nos sempre a acreditar totalmente. Não é que não exista confiança na pessoa com quem estamos, nada disso. É que quando amamos realmente alguém, por mais tempo que passe, parece que tudo continua a ser um sonho de tão mágico que é cada momento. E a cada momento, parece que podemos acordar para uma realidade mais fria. Há sempre o medo de acabar tudo de repente, sem que demos conta disso. Há sempre o medo de perder aqueles carinhos que nos são tão próprios. Quando amamos alguém, precisamos que nos relembrem a cada instante que também nos amam a nós.

13.7.11

Quero sair daqui. Correr o mundo. Ver novas caras, novos costumes, novas maneiras de viver e de entender a vida. Há universos completamente diferentes dos nossos dentro do nosso próprio planeta, talvez mesmo dentro do nosso próprio país. Quero pegar numa autocaravana, nas pessoas de quem preciso mais e partir à descoberta. Quero parar, apreciar cada recanto escondido da paisagem, tirar milhares de fotografias para que possa recordar tudo mais tarde. Quero sair e estender a mão a um estranho parado à beira da estrada, perguntar-lhe se precisa de ajuda e arrancar-lhe um sorriso. Quero chegar ao desconhecido, ter que andar quilómetros a pé num local onde só assim se tenha acesso, montar a minha tenda e dormir noites ao relento junto das borboletas, dos escaravelhos e de toda a Natureza. Quero tomar banho na água límpida e gelada que cai das cascatas, quero pertencer (mesmo só por um dia) a uma tribo africana, quero pescar no gelo com os esquimós. Quero ter a liberdade de quem não tem que estar em determinado sítio na hora marcada. Quero ver tudo. Quero sentir tudo.

2.7.11

Anda, vamos sair os dois daqui e viver uma semaninha só para nós. *.*