14.8.10

O que estamos a fazer não faz sentido nenhum. Estamos os dois a ir contra aquilo que sentimos. Estamos a lutar contra uma coisa mais forte que nós. Estamos a desperdiçar algo de bom, algo que nos faz sentir bem. Estamos a tentar apagar sete meses que nunca sairão da cabeça e muito menos do coração. Mas isso é impossível. Porque se eu te quero e se tu me queres qual é o medo? Isso já devia chegar. Ou pelo menos já devia ser uam parte bem grande. Porque aquilo que eu sinto por ti é enorme. É impossível odiar qualquer coisinha em ti, simplesmente não dá. Aos meus olhos continuas a ser perfeito e único. Por isso continuo a amar-te, mais ainda do que amava no dia 15 de Dezembro. E por mais que eu me esforce, não te consigo tirar da gavetinha no coração onde te meti. :x

6.8.10

Aposto que não tens noção dos sentimentos que és capaz de provocar em mim. Do turbilhão de emoções que despoletas em mim. De cada vez que me tocas, de cada vez que me falas, de cada vez que me olhas. Sim, por alguma razão não sou capaz de fixar os teus olhos por mais de 5 segundos. E quando o faço as coisas não correm lá muito bem. Ou melhor, não correm como deviam. Tu tens o dom, ou o defeito, de descontrolar as coisas. E o mais estúpido é que eu sei disso, e gosto. Gosto da forma como me continuas a perturbar a respiração. Gosto da forma como viramos tudo a contrário e tudo deixa de fazer sentido. Não posso, mas gosto. Preciso de impôr regras a mim mesma para que consiga seguir um certo rumo e ultrapassar isto apenas com a tua amizade. Mas a verdade é que o coração quer mais que isso. Não lhe chega. E depois não sou só eu. Tu pareces indeciso. Queres, mas não queres. E é aí que tudo se baralha, as ideias na cabeça confundem-se. Mas dentro do peito fica tudo certinho. O coração bate de felicidade e o resto do mundo passa a não existir, outra vez.

« Sabes que não era suposto nós estarmos a fazer isto? »

3.8.10

A noite cai. E com ela caem todas as forças que te mantêm de pé durante o dia. Esgota-se a paciência e as respostas são secas para qualquer pessoa. Os pensamentos divagueiam pelo passado e recusam-se a voltar ao presente. Querem ficar parados lá, onde tudo era bom. Cai uma lágrima, outra e mais outra. E sem dares por ti adormeces. E o mesmo sonho das noites anteriores persegue-te. Um sonho que se vai tornando real de tanta vez que já assististe à sua história. E o medo apodera-se de ti.

24.7.10

Acabou. A história dos principes e das princesas não teve um daqueles finais felizes de que toda a gente gosta. Não se pode dizer que tenha sido algo completamente mau, mas também não foi bom. Eu ainda te amo, eu ainda te quero, eu ainda preciso de ti. Só que também já precisava de descansar. Já não tinha mais forças para nos manter a ambos de pé, por isso tu falaste e eu simplesmente te ouvi. E fazia perguntas e mais perguntas. Mas não ripostei, não tentei contrariar a tua vontade. Não tinha mais forças para isso. E no fundo, essa era também a minha vontade. Por isso te tinha chamado ali, para conversar. E tu mostraste-me que nada tinha sido em vão, para nenhum de nós. Disseste-me que nunca na tua vida tinhas gostado tanto de alguém. Disseste-mo ao ouvido. E eu chorava, enquanto tu, com todas as calmas, me limpaste cada uma das minhas lágrimas, deixáste-me encostar a cabeça no teu ombro e ouvir o bater do teu coração. Depois levantaste-me e envolveste-me num abraço daqueles apertados e reconfortantes dos que já não me davas à imenso tempo. Parece mesmo que te libertaste de um peso enorme que não te deixava sentires-te bem contigo próprio. Por outro lado, também disseste que não gostavas nada de ter que me estar a fazer isto. "Não vai mudar quase nada. Temos que ver pelo lado positivo. Vamos ser amigos, e dos bons espero." Amigos. Fomos amigos durante apenas 3 semanas. E agora vamos sê-lo novamente. Melhores que antes. Foi apenas o fim de mais um capítulo. Mas a história continua. E sempre que um capítulo acaba há um que se inicia logo de seguida, porque não existe história desenquadrada pelo meio dos capítulos. E a vida não passa disso, de uma história onde és tu próprio a fazer as decisões que indicam o rumo a seguir. Durante o passeio que fomos dar eu tentei conter toda a tristeza que sentia. Prolonguei o caminho o máximo que podia mas chegámos ao ponto onde nos teriamos que separar. E ficamos ali, durante meia hora. "Não me quero despedir de ti, vai ser estranho." Disse-lhe de cabeça baixa. E as lágrimas recomeçaram. E tu limpaste-as de novo. Abraçaste-me de novo e acalmaste-te. Tentaste fazer ir-me embora mas os meus pés não se queriam mexer. E eu sabia que tu não irias enquanto não me visses a afastar-me. Então pedi-te um último beijo, que já tinha recusado anteriormente. Soube tão bem. E no entanto só consegui pensar que era o último, não iria haver mais daqueles. Beijei-te a bochecha e sem dizer mais nada virei costas e segui o meu caminho para casa. Olhei uma única vez para trás.

14.7.10

Hoje não quero chorar, já chorei o bastante. É incrível como as lágrimas ainda não se esgotaram ao fim de tantas vezes. Mas mais incrível é continuar a chorar, sempre pelo mesmo. E continuar a deixar que o mesmo me fira o coração e alma, sempre da mesma forma. Mas não vou desistir, não vou parar de lutar. O que sinto é demasiado forte para o deixar de fazer. O que sinto faz-me erguer a cabeça todas as manhãs e tentar novamente. Consigo pôr um sorriso na cara, mesmo que às vezes seja forçado, e esperar por ti as vezes que forem necessárias. Só que à noite, quando a cabeça não consegue parar de pensar em tudo e me relembra cada momento: os bons, os óptimos, os maus e os péssimos, é inevitável que as lágrimas me escorram pela cara e que os meus lábios provem mais uma vez aquele sabor a sal. E assim, apesar de não querer chorar hoje, não consigo impedir de o fazer. :'(

6.7.10

«Por vezes, ao contrário do que tantos dizem, as palavras são tão ou mais importantes que os gestos. E quando elas faltam, falta-nos a confiança e começa a quebrar-se o sonho.»

2.7.10

Às vezes é preciso parar de pensar. Pôr o cérebro em stand-bye para que sejas capaz de descansar por todas as noites mal dormidas, por todos os planos impossíveis já pensados. Às vezes é preciso cantar, mesmo que não te apeteça. Deitar algo cá para fora para que não se acumule tudo lá dentro e entres em perigo de explosão. Às vezes é preciso deixar de prestar atenção a tudo o que se passa à tua volta. Olha apenas para as coisas boas, aquelas que te fazem sorrir em qualquer situação. Ignora as que te fazem ficar carrancudo, pensativo, mal humorado. É preciso agarrares-te a essas coisas boas e viver uma vida feliz, mesmo que por momentos seja tudo uma ilusão. Mesmo que o mundo continue cruel e hipócrita. É preciso criares uma espécie de mundo à parte, onde só vá quem tu quiseres, onde só te lembres do que quiseres. Às vezes é preciso pensar que o mundo vai terminar amanhã e escrever uma lista infindável de coisas que queres fazer antes que o tempo se esgote. É preciso fazer um esforço por cumpri-las, uma a uma, e aproveitar ao máximo a sensação de um desejo concretizado. Às vezes é preciso lembrares-te de quem eras e fazer uma comparação com quem és agora. Às vezes é preciso mudar algo que está mesmo à frente dos teus olhos. É preciso voltares a ser tu próprio.

15.6.10

Os teus olhos hoje estavam límpidos e brilhantes, serenos, calmos. Já não me olhavas com raiva mas com ternura. Já me abraçavas, já me enchias de beijos outra vez. Posso dizer que o medo que tinha atenuou-se bastante. Senti-me recolhida de novo nos teus braços, muralha inultrapassável e que não pode ser derrubada. Senti-me feliz outra vez. :')

13.6.10

Continuo perdida. Preciso de um mapa, um conselho, um objectivo, um lugar certeiro para onde ir. Já não sei se ande para a frente, para trás ou se fique no mesmo sítio. Estacionária. Esquecendo o passado e o futuro e pensando só no presente. Mas o presente não faz sentido nenhum sem todo o passado que vem atrás. E todo esse passado não faz sentido nenhum sem ti. Eu sei que te quero, que preciso de ti, és essencial. Mas a verdade é que me estás a deixar cada vez mais e mais assustada. Essas tuas atitudes que me deixam tonta, essas tuas palavras que magoam mais que qualquer arma e essa tua incerteza que me fere por dentro. Essa incerteza que me leva a imaginar mil situações possíveis e na minha cabeça deambulam mil questões que o coração quer esclarecer mas que a boca não consegue pronunciar. E as dúvidas permanecem, os receios aumentam e a ferida alarga-se cada vez mais. E por muitas vezes que tu digas que está tudo bem e para eu ter calma, é impossivel. Porque logo no momento em que me deixas eu consigo pensar em tudo menos que está tudo bem. Pelo menos eu não me sinto bem. Leio as primeiras mensagens, vem-me tudo à cabeça e não acredito como podes sequer ponderar em deitar tudo isto fora. Todas as memórias, todos aqueles momentos que nos marcaram e que nunca mais vão ser vividos com mais ninguém. É de ti que eu preciso, é a ti que eu quero, a ti que eu amo. Não quero ninguém melhor. Não mereço ninguém melhor. Simplesmente amo-te demasiado para querer alguém mais. :s

8.6.10

Por vezes sentimo-nos perdidos. O que em tempos parecia ser o correcto agora já não o é. Para nós continua a ser mas para os outros não. Parece que algo mudou e nós continuamos ali, estáticos, imutáveis, sem perceber as mudanças à nossa volta. Desejamos que tudo fique igual ou que tudo fique melhor e andamos tão obcecados com essa ideia que não entendemos que algo possa ficar diferente. As palavras que dizemos já não são as mais correctas mas não compreendemos que está na hora de trocá-las por olhares. Olhares mudos que expressem o mesmo que pensamos mas que não provocam qualquer som. Um simples silêncio que diga tudo. E no entanto, quando finalmente entendemos que é esse silêncio que é necessário tudo parece mudar novamente. E os olhares mudos, surdos, já não bastam. É novamente preciso algo mais. Uma palavra quente e acolhedora que encha o coração de alguém e que nós até temos pronta para lhe transmitir mas apenas ainda não percebemos que chegou a altura de o fazer de novo.

«Estranhamente, sinto-me perdida por este caminho que segue sempre a direito.»