O amor não se demonstra só por gestos, nem só por palavras. Desmontra-se através de uma mistura de ambas as partes e das sensações que sentes alguém causar em ti. Não há algo que seja mais importante porque quando amas alguém tudo importa imenso, como se sem essa pessoa deixasses de ser tu. O amor é causa de hiperboles e de actos instintivos. Quando começas a pensar no que fizeste, ou fazes, lembras-te que já tinhas jurado uma vez nunca fazer isso mesmo. Tão depressa te sentes feliz como aborrecido, outras vezes nem sabes bem como te sentes. Mas sabes sempre que há uma coisa que te fará brilhar os olhos: teres quem amas ao teu lado. E, no entanto, nunca tens essa confiança. O amor leva a inseguranças e nem é por falta de confiança na pessoa com quem estás. É por medo ou por falta de confiança em ti próprio. Normalmente quando alguém gosta realmente de ti toda a gente tem a certeza disso. Menos tu próprio. Continuas a duvidar. Acreditas que sim mas no entanto tens sempre o receio de que o sonho se acabe. Tens medo que a cortina se feche antes de poderes dizer a última deixa.
4.11.10
21.10.10
A tua vida é tal e qual uma história, como as que vêm encadernadas com bonitas capas e divididas por capítulos e páginas. Na tua história, és tu o personagem principal. És tu quem vive cada uma das acções que leva à parte relevante e culmina no desenlace. Só que enquanto personagem tens o poder de tomar certas decisões que te vão afectar para sempre. E tens a capacidade de encarar a vida de uma ou de outra maneira, conforme as circunstâncias. Isso não quer dizer que há uma maneira certa para agires. Numa história podes criar o que te apetece. Mas isso significa que tens uma certa responsabilidade. Uma responsabilidade para com os outros que fazem parte do teu mundo, mas principalmente responsabilidade para contigo que vives à custa das tuas próprias experiências. E é lógico que estas nem sempre são boas. Mas tens que saber dar-lhes a volta por cima e tornar algo negativo em positivo. Isso nem sempre é fácil. Exige esforço, persistência, dedicação. Exige que estejas aberto ao que te digam, que não te feches num mundo só teu e te resignes com a vida que tens. Porque assim não vais avançar. Vais ficar para sempre preso a algo que era suposto ser passageiro mas que te irá perseguir durante muito tempo. E vais querer mudar de página e ler o título do próximo capítulo. Mas se não pegares na folha de papel e a virares, ela não se vira sozinha.
4.10.10
És todo o calor que preciso nestes dias frios que começam a aparecer. O conforto do teu abraço faz-me sentir que isto é real. E mesmo com momento menos bons, o conjunto é excelente. Tu és excelente. E estar contigo faz-me sentir bem, quente e reconfortada. Fazes-me de novo imaginar um futuro contigo a meu lado, construir uma série de planos que te incluem, mesmo sabendo que posso ter de os apagar de novo. Mas neste momento desenho-os com todas as cores que possuem as almas e com todas as formas que fazem parte do imaginário. Cada gesto teu eleva-me ao alto das estrelas ou, pelo contrário, faz-me cair na maior das profundezas, porque cada um deles significa muito para mim. Mas hoje não quero falar de coisas más. Hoje só vou ligar ao que me traz alegria e ao que me faz sorrir. E vou guardar tudo isso para relembrar um dia mais tarde. Para poder contar aos meus filhos, aos meus netos, a quem quer que seja, o quanto a nossa história importou e marcou. Quero poder contar o quanto me fizeste feliz. O quanto eu sinto que és só meu. O quanto eu dependo de ti.
«Hoje quero ser feliz.» :')
29.9.10
14.9.10
4.9.10
21.8.10
Já chega de tanta mentira, ou de tanta verdade que não quero aceitar, nem sei bem. Já chega de tanta duvida, de tanta incerteza, de tanta questão. Já chega de tanta volta na cama apesar de estar cansada demais para me manter acordada. Já chega.
«Era bom que tudo fosse assim, simples. Era bom que um 'já chega' chegasse mesmo.»
14.8.10
O que estamos a fazer não faz sentido nenhum. Estamos os dois a ir contra aquilo que sentimos. Estamos a lutar contra uma coisa mais forte que nós. Estamos a desperdiçar algo de bom, algo que nos faz sentir bem. Estamos a tentar apagar sete meses que nunca sairão da cabeça e muito menos do coração. Mas isso é impossível. Porque se eu te quero e se tu me queres qual é o medo? Isso já devia chegar. Ou pelo menos já devia ser uam parte bem grande. Porque aquilo que eu sinto por ti é enorme. É impossível odiar qualquer coisinha em ti, simplesmente não dá. Aos meus olhos continuas a ser perfeito e único. Por isso continuo a amar-te, mais ainda do que amava no dia 15 de Dezembro. E por mais que eu me esforce, não te consigo tirar da gavetinha no coração onde te meti. :x
6.8.10
Aposto que não tens noção dos sentimentos que és capaz de provocar em mim. Do turbilhão de emoções que despoletas em mim. De cada vez que me tocas, de cada vez que me falas, de cada vez que me olhas. Sim, por alguma razão não sou capaz de fixar os teus olhos por mais de 5 segundos. E quando o faço as coisas não correm lá muito bem. Ou melhor, não correm como deviam. Tu tens o dom, ou o defeito, de descontrolar as coisas. E o mais estúpido é que eu sei disso, e gosto. Gosto da forma como me continuas a perturbar a respiração. Gosto da forma como viramos tudo a contrário e tudo deixa de fazer sentido. Não posso, mas gosto. Preciso de impôr regras a mim mesma para que consiga seguir um certo rumo e ultrapassar isto apenas com a tua amizade. Mas a verdade é que o coração quer mais que isso. Não lhe chega. E depois não sou só eu. Tu pareces indeciso. Queres, mas não queres. E é aí que tudo se baralha, as ideias na cabeça confundem-se. Mas dentro do peito fica tudo certinho. O coração bate de felicidade e o resto do mundo passa a não existir, outra vez.
« Sabes que não era suposto nós estarmos a fazer isto? »
« Sabes que não era suposto nós estarmos a fazer isto? »
3.8.10
A noite cai. E com ela caem todas as forças que te mantêm de pé durante o dia. Esgota-se a paciência e as respostas são secas para qualquer pessoa. Os pensamentos divagueiam pelo passado e recusam-se a voltar ao presente. Querem ficar parados lá, onde tudo era bom. Cai uma lágrima, outra e mais outra. E sem dares por ti adormeces. E o mesmo sonho das noites anteriores persegue-te. Um sonho que se vai tornando real de tanta vez que já assististe à sua história. E o medo apodera-se de ti.
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