9.8.11

Um dos maiores problemas dos seres humanos ou, principalmente, da nossa cultura, é acomodarmo-nos demasiado. Não digo que a maior parte das pessoas não tenha sonhos ou objectivos, mas que não se esforça por os atingir. Contentamo-nos com o nível mais básico, mais fácil de obter. Assim que lá chegamos não temos vontade de evoluir. Achamos que isso nos basta para estarmos bem. E, no entanto, somos demasiado exigentes com a vida. Queremos que as coisas venham ter connosco sem irmos à sua procura. Se estamos alguns dias em casa sem nada para fazer nunca dizemos que a culpa é nossa. Nunca mudamos esse facto, nunca pensamos em algo de novo e diferente para fazer. Mas a verdade é que os únicos culpados somos nós. Enquanto não decidirmos avançar, ninguém nos virá dar um empurrão para sairmos de onde estamos.

2.8.11

Há poucos dias, depois de fazer a candidatura para o ensino superior, invadiu-me uma grande sensação de estranheza. De repente pensei "estou crescida". Foi tudo tão rápido que quase nem dei pelo tempo passar. E apesar de estar bastante ansiosa para esta nova etapa, estou também com algum receio. Agora é tudo muito mais sério, mais decisivo e definitivo. As escolhas estão feitas e todo o meu futuro vai ser consequência delas. Daqui para a frente será tudo ainda mais rápido. Irão terminar alguns dos momentos de pancada e brincadeiras estúpidas e apenas vão restar as lembranças de uma infância feliz. Sim, estou orgulhosa de ter chegado aqui, mas continua a ser estranho.

30.7.11








- Quero envelhecer ao teu lado e passar o Inverno à lareira a recordar os velhos tempos.

21.7.11









- Começa a olhar para a vida com um sorriso na cara. É algo tão simples que uma criança o faz.

17.7.11

Quando amamos alguém, nunca temos a certeza absoluta de que esse amor é correspondido. Apesar de já conhecermos essa pessoa há muito tempo e sabermos de cor o significado de cada gesto e de cada olhar, há sempre uma dúvida. Toda a gente à nossa volta vê o quanto estamos felizes e apaixonados, mas a nós custa-nos sempre a acreditar totalmente. Não é que não exista confiança na pessoa com quem estamos, nada disso. É que quando amamos realmente alguém, por mais tempo que passe, parece que tudo continua a ser um sonho de tão mágico que é cada momento. E a cada momento, parece que podemos acordar para uma realidade mais fria. Há sempre o medo de acabar tudo de repente, sem que demos conta disso. Há sempre o medo de perder aqueles carinhos que nos são tão próprios. Quando amamos alguém, precisamos que nos relembrem a cada instante que também nos amam a nós.

13.7.11

Quero sair daqui. Correr o mundo. Ver novas caras, novos costumes, novas maneiras de viver e de entender a vida. Há universos completamente diferentes dos nossos dentro do nosso próprio planeta, talvez mesmo dentro do nosso próprio país. Quero pegar numa autocaravana, nas pessoas de quem preciso mais e partir à descoberta. Quero parar, apreciar cada recanto escondido da paisagem, tirar milhares de fotografias para que possa recordar tudo mais tarde. Quero sair e estender a mão a um estranho parado à beira da estrada, perguntar-lhe se precisa de ajuda e arrancar-lhe um sorriso. Quero chegar ao desconhecido, ter que andar quilómetros a pé num local onde só assim se tenha acesso, montar a minha tenda e dormir noites ao relento junto das borboletas, dos escaravelhos e de toda a Natureza. Quero tomar banho na água límpida e gelada que cai das cascatas, quero pertencer (mesmo só por um dia) a uma tribo africana, quero pescar no gelo com os esquimós. Quero ter a liberdade de quem não tem que estar em determinado sítio na hora marcada. Quero ver tudo. Quero sentir tudo.

2.7.11

Anda, vamos sair os dois daqui e viver uma semaninha só para nós. *.*

20.6.11

Actualmente, as pessoas importam-se cada vez mais com as aparências exteriores do que com aquilo que realmente são no interior, ou como se sentem. Mesmo que isso implique ter uma vida sem significado, é preferível mostrar-se todos os luxos.
Nos nossos dias, os indivíduos dão um valor demasiado excessivo àquilo que pode ser visto e admirado pelos outros. O objectivo é sempre ser o melhor ou que tem as melhores e mais recentes coisas. Na realidade, a pessoa pode ter uma vida vazia, sem harmonia familiar, sem afectos, ou pode mesmo viver uma vida que nunca desejou. No entanto, desde que vista as melhores roupas, use os melhores acessórios e tenha a mais luxuosa mansão, consegue enganar os outros e até a si própria, fazendo-se passar por feliz. É comum ver alguém que seja totalmente infeliz, passear-se num carro topo de gama, com um enorme sorriso falso no rosto.
Para além disso, a própria sociedade já tem este defeito enraizado. É frequente discriminarmos aqueles que têm menos bens ou que simplesmente não os exibem constantemente. À medida que vamos ficando mais obcecados pela aparência, colocamos de parte aqueles que, simplesmente, não se podem dar ao luxo de se preocuparem com um aspecto tão banal e mesquinho. Até já nas escolas, com crianças tão pequenas, é possível observar uma desigualdade entre grupos, em que os mais populares (e, aparentemente, melhores) troçam e excluem os que não vestem roupas de marca ou que usam a mesma camisola de um ano para o outro.
Concluindo, vivemos numa sociedade de pernas para o ar, em que não se prezam valores como a solidariedade, a humildade ou a igualdade. Somos apenas um conjunto de indivíduos egoístas que prefere exibir os bens mais valorizados em deterimento de uma vida calma e feliz.



(texto mais ou menos elaborado durante uma intensa tarde de estudos para o exame de português)

12.6.11

No silêncio de uma lágrima, no carinho de um gesto tão puro, na inocência de dois olhares mudos reconfortando-se mutuamente, expõe-se a maior das cumplicidades. Aquela intimidade que temos e que sabe tão bem por nos sentirmos livres a mostrar qualquer tipo de sentimento. Por sabermos que podemos rir à gargalhada mas também podemos chorar abraçados, durante o tempo que tiver que ser, até nos sentirmos melhor. É bom partilhar algo tão simples e ao mesmo tempo com tanta importância. É bom saber que podemos contar um com o outro para tudo. É bom sentir que nem sempre és tu a tomar conta de mim, por vezes também eu tenho que te proteger, que olhar por ti e assegurar-me de que te deixo bem. E por mais que peças para eu não me importar, tu és das pessoas mais importantes. Preocupar-me contigo é quase automático, é impossível não o fazer. Por isso, nestes momentos, apesar de não saber exactamente o melhor a fazer, hei-de arranjar sempre algo. Nem que seja dizer disparates tentando esboçar um sorriso no teu rosto. Nem que seja apenas colar-me a ti, apertar-te nos meus braços e esperar que os teus pesadelos terminem.

9.6.11

A minha vida é uma montanha russa. Neste momento, a carruagem está a subir.